sábado, 27 de outubro de 2012

Cuidados ao estacionar o carro

Cuidados ao estacionar o carro

A maior parte dos furtos ocorre nas ruas


[Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues,
Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim]

Estacione em locais iluminados
   Segundo a Polícia Militar, entre janeiro e setembro de 2012, foram registradas 155 ocorrências de carros furtados em Juiz de Fora contra 122 casos no mesmo período do ano anterior. A maior parte dos roubos acontece nas ruas e os carros populares são os mais visados pelos ladrões.
   A Comandante Williana, do 27º Batalhão da PM dá dicas para proteger seu carro ao estacionar na rua:

   Caso tenha seu veículo furtado, o motorista deve informar a PM através do telefone 190 ou em um posto policial para fazer um Boletim de Ocorrência. A Comandante Williana afirma a importância de comunicar imediatamente a placa do carro à polícia, pois quanto mais rápido o furto for avisado, maior a chance do veículo ser recuperado:




   O número de veículos recuperados nesse ano até o momento também cresceu. Foram 161 veículos, enquanto 110 carros foram recuperados de janeiro a setembro de 2011.


Responsabilidade Compartilhada

Qual é a importância do meio ambiente para você?




A opinião geral quanto à importância do meio-ambiente é praticamente unânime: devemos cuidar do nosso planeta. Porém, não basta ter só a consciência disso. Empresas, consumidores, órgãos municipais e cidadãos podem e devem contribuir para manter as cidades limpas e darem o destino correto aos lixos que produzem. Assim como define a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que dentre outras medidas, apresenta a Responsabilidade Compartilhada. Visão aprovada por José Homero, professor de Engenharia Ambiental da UFJF - "Todos deveremos participar da gestão de resíduos, desde o fabricante, importadores, comerciantes e consumidor final. O produto deve ser pensado como insumo de uma próxima geração econômica, de um novo ciclo produtivo."
Seguindo essa diretriz, a empresa AG PLAST/ AG PET está com um projeto de Revalorização Plástica em parceria com fabricantes de Preformas- PET , que possuem o interesse na compra do material reciclado para aplicação em suas unidades Fabris.  De acordo com informações fornecidas pela empresa, o projeto está na fase de avaliação dos custos e de estudos para viabilização do Empreendimento.

Procuramos mais informações sobre os projetos visando o meio ambiente e a coleta seletiva em Juiz de Fora, porém não conseguimos falar com os funcionários autorizados do DEMLURB (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) e COMDEMA (Conselho Municipal da Defesa do Meio Ambiente). No site do DEMLURB, é possível conferir horários e rotas da Coleta Seletiva na cidade.


Educação Ambiental

Além das políticas ambientais, o trabalho de educação nas escolas também é importante para que não ocorra algo parecido como o flagrado pela nossa equipe nas ruas de Juiz de Fora. Sem saber qual lixeira é destinada para qual material, uma transeunte coloca uma garrafa pet no lixo amarelo, no qual deveriam ser depositados materiais recicláveis de metal.




O estudante Everton Surerus, 16, também afirma que não lembra a relação cor/ materiais. No Brasil, o padrão de cores é:

Azul: papel/papelão
Vermelho: plástico
Verde: vidro
Amarelo: metal
Preto: madeira
Laranja: resíduos perigosos
Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo: resíduos radioativos
Castanho: resíduos orgânicos
Cinza: resíduo geralmente não reciclável, misturado ou contaminado, não sendo possível de separação.

Veja também: A diferença entre reciclagem e reaproveitamento.


Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues, Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim

Você Sabia?


A diferença entre reciclagem e reaproveitamento

A expressão reciclagem vem do inglês (re = repetir, e cycle = ciclo) e se refere ao processo de transformação de um objeto já utilizado em um novo com as mesmas características do antigo. Já reaproveitamento consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Isso fica bem claro quando pensamos no reaproveitamento do papel. O papel reaproveitado não possui as mesmas características, como cor e textura, do que foi beneficiado pela primeira vez.  O mesmo acontece com o vidro, que quando derretido novamente não conserva sua antiga cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia. Já a lata de alumínio pode ser derretida e depois reassumir a sua antiga forma, com as mesmas características.

Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues, Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim


Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)


Implementada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem o objetivo de não produzir, reduzir, reciclar e dar o destino correto para os resíduos sólidos (todo o lixo que não é orgânico). Para isso, o texto da Lei n° 12.305/2010 dá diversas diretrizes para que esses objetivos sejam alcançados. Dentre as principais estão:

-Logística Reversa: se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte.

-Responsabilidade Compartilhada: governos, empresas e população possuem responsabilidades iguais sobre o lixo.

-Acesso a recursos do governo federal serão oferecidos aos Municípios que implantarem coleta seletiva em parceria com cooperativas de catadores de lixo.

-Proibição de lançamento de lixo no mar, e a céu aberto.

-Fim dos lixões até 2014.

Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues, Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tupi é rebaixado para a Série D do Campeonato Brasileiro

Tupi é rebaixado para a Série D do Campeonato Brasileiro

Galo Carijó perdeu, em casa, no último sábado, e não tem mais chances de sair da zona do rebaixamento 

[Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues,
Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim]
O Tupi está matematicamente rebaixado para a Série D do Campeonato Brasileiro. O time perdeu para o Oeste de Itápolis, neste último sábado, por 1 a 0, no Estádio Municipal, e acabou com as chances de se livrar da zona do rebaixamento. Com apenas 14 dos 51 pontos já disputados, o Galo Carijó precisava vencer Oeste e Chapecoense, e ainda torcer por uma improvável combinação de resultados, para se manter na Série C do Brasileirão.
A derrota para o Oeste foi a terceira do Tupi, jogando dentro de casa. Ao longo de todo o campeonato, o time jogou nove vezes em Juiz de Fora: venceu três partidas (contra Brasiliense, Chapecoense e Madureira), empatou três (contra Caxias, Santo André e Vila Nova) e perdeu três (contra Oeste, Macaé e Duque de Caxias). Com isso, a equipe encerra sua participação na Série C do Campeonato Brasileiro com um aproveitamento de 57%, nas partidas disputadas no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.
 
 Técnico Antônio Carlos Roy explica a situação do time

Um ano de contradições

Vindo da inédita conquista do Campeonato Brasileiro Série D no ano passado (a maior dos cem anos de história do clube), e de uma boa participação no Campeonato Mineiro deste ano, no qual o time conquistou o simbólico título de campeão do interior, o Tupi buscava se afirmar na Série C do Brasileirão. Não foi o que aconteceu.
Para o meia Leo Salino, um dos principais nomes do time nesta temporada, a falta de reforços foi o fator preponderante, para o fracasso da equipe no Campeonato Brasileiro.

Meia Léo Salino critica diretoria Carijó
- Eu acho que o time que foi campeão ano passado era um excelente time. Assim como nós começamos mal o Mineiro, mas depois nos recuperamos. Era um time muito bom. Mas, logo depois que acabou o campeonato mineiro, faltou, por parte da diretoria, a chegada de reforços. Os novos jogadores chegaram apenas no meio do campeonato, o que nos atrapalhou muito. Acho que isso fez a diferença.

Já para o torcedor Vítor Carneiro, a falta de experiência do time em competições nacionais foi determinante para o fraco rendimento do Tupi na Série C.
- Acredito que o time é um time inexperiente em competições nacionais. Talvez este possa ser um ponto que pesou bastante na hora de continuar em uma competição grande e de pontos corridos. Penso que também possa haver alguma coisa nos bastidores que a gente não sabe. Uma coisa que o pessoal que está lá dentro pode responder melhor do que o pessoal que está aqui de fora.

Confira aqui a entrevista completa com o torcedor Vítor Carneiro 

Arquibancadas vazias

Além do desempenho apenas regular da equipe dentro de casa, outro fator que chamou a atenção nos jogos do Tupi no Estádio Municipal foi o baixo número de torcedores nas partidas. Para se ter uma ideia, o Santa Cruz - PE, que também disputa a Série D e sedia seus jogos no Estádio do Arruda, em Recife, leva, em média, 24.347 pessoas a seus jogos. Atualmente, esta é a segunda maior média de público entre todas as séries do Campeonato Brasileiro, perdendo apenas para o Corinthians, que leva 25.228 ao estádio, quando joga em casa.
Já o Carijó, quando joga em seus domínios, atrai cerca de 1.125 torcedores por jogo: a oitava pior média de público, dentre os vinte clubes que disputam o Campeonato Brasileiro da série D, em 2012. A pior média de público do campeonato é a do Santo André - SP: 57 torcedores por jogo.
Goleiro Rodrigo fala da falta de incentivo ao time

Bola pra frente

Mesmo rebaixado, o Tupi ainda precisa cumprir seu último compromisso na Série D. A partida está marcada para este sábado, dia 27, contra a Chapecoense, às 16 horas, no Estádio Índio Condá, em Chapecó - SC. Porém, mesmo que vença os catarinenses, o que seria a primeira vitória da equipe fora de casa, o Carijó encerrará a competição como o último colocado do Grupo B.
Segundo o vice-presidente de futebol do clube, Clóvis Santos, o momento agora é de analisar os pontos positivos e negativos da equipe, para depois começar o planejamento para a próxima temporada.
- Vamos, primeiro, ajeitar a casa. Sentar com o Roy, saber da avaliação dele de todo esse período e expor a nossa também. Na minha visão, as cinco primeiras rodadas (nas quais o Tupi não conseguiu uma vitória sequer) colocaram uma pressão muito grande sobre os jogadores e toda a partida a partir daí se tornou uma decisão. Ainda ficamos limitados pelas questões financeiras e acabamos da maneira que foi.
Com relação ao elenco, apenas o atacante Ademílson, que está lesionado, e só volta a atuar no ano que vem, possui contrato até dezembro de 2013. O restante dos contratos, ou já foram encerrados, como no caso do meia Michel Cury, ou se encerram no dia 31 de outubro. Há apenas quatro jogadores compromissados com o clube até maio do próximo ano: o zagueiro Wesley Ladeira, o volante Assis, o meia Henrique e o atacante Allan.
Comissão técnica já planeja próxima temporada

Mudança no exame de direção completa 3 meses


Mudança no exame de direção completa 3 meses

(Por Audrey Morais, Luciana Rodrigues
Marcela Cavalari e Pedro Henrique Landim)


No último dia 23 completou-se três meses da última mudança no exame de direção em Juiz de Fora - a presença de dois examinadores no veículo. A medida foi anunciada no dia 16 de julho desse ano, 20 dias após a repercussão da prisão de um instrutor e um aluno, que negociavam suborno para a aprovação no exame.

De acordo com o examinador Leonardo Lesse, no início havia um certo estranhamento dos candidatos quanto a essa mudança. Ele também comenta qual é a impressão atual dos alunos:

O examinador aproveita para ressaltar a importância da presença dos dois avaliadores no momento do exame.

Leonardo também esclarece o que acontece caso os examinadores discordem quanto a aprovação ou não do candidato - uma dúvida comum para quem ainda não prestou o primeiro exame de direção.

- Sempre é um consenso entre os dois examinadores. Não tem uma hierarquia dentro do veículo.

No mês de junho - um mês antes da mudança - dos 2680 exames realizados na cidade na categoria B (carro), houve 2189 reprovações (média de 81,67% de reprovação). Já em setembro, dos 3327 exames para a mesma categoria, 2850 candidatos foram reprovados (média de 85% de reprovação). Confira na tabela a seguir o índice de aprovação desde junho (antes da mudança) até setembro (último mês com dados disponíveis).


Junho
Julho
Agosto
Setembro
Aprovados
491 (18,33%)
620 (20,05%)
500 (15,06%)
477 (14,33%)
Reprovados
2189 (81,67%)
2471 (79,95%)
2818 (84,94%)
2850 (85,67%)
Total
2680
3091
3318
3327
Fonte: Polícia Civil de Juiz de Fora.

Despreparo dos candidatos
De acordo com dados da Polícia Civil, no mês de setembro apenas 21,59% (103) dos aprovados no exame na categoria B estavam realizando seu primeiro exame. Confira na tabela a seguir os dados dos meses de julho, agosto e setembro:
Julho
Agosto
Setembro
155 (25% dos aprovados)
129 (25,8% dos aprovados)
103 (21,59% dos aprovados)
 Fonte: Polícia Civil de Juiz de Fora.

Atualmente, o candidato é obrigado a fazer no mínimo 20 horas/aula de prática de direção para poder prestar o exame. O examinador Leonardo Lesse ressalta como fazer apenas a carga mínima pode prejudicar o aluno no processo de obtenção da CNH.


Thales Rodrigues, estudante, 21 anos, conseguiu a sua CNH na primeira tentativa. Além das 20 aulas obrigatórias, também fez mais outras 10, para que tivesse maior preparo. Ele ressalta que o controle do nervosismo ajudou bastante para que conseguisse fazer um bom exame:

- Eu estava tranquilo, mas tinha receio pelo fato de que em Juiz de Fora a maioria das pessoas passam somente no quinto exame. Mas eu estava confiante. Meu instrutor dizia que eu era um bom candidato a passar de primeira e como fiz as 20 aulas obrigatórias e mais 10 aulas extras já possuía certo domínio do carro.

O instrutor de auto escola Fred Faria acredita que aumentar o número de aulas obrigatórias pode ajudar a diminuir o número de reprovações, mas que não é o único fator.

Aumento quantidade aulas by Lu Rodrigues 3

Leonardo aponta quais são os erros mais comuns realizados pelos candidatos no momento do exame:


Os exames de direção para a categoria B hoje são realizados somente na parte da manhã nos seguintes bairros: Monte Castelo,  Vivendas da Serra, Bandeirantes e Parque Guarani.

E agora, Tupi?

Após o título da série D e da boa apresentação no Campeonato Mineiro, Tupi não consegue se manter na série C do Campeonato Brasileiro

Por Gabriella Ribeiro, Izabela Fonseca,
Maristela Rosa, Natália Ferreira e Priscilla Helena


Sede do Tupi no bairro Santa Terezinha. (foto: Maristela Rosa)
"Caímos". Essa era a palavra em destaque na página do facebook e no site oficial do Tupi Foot Ball Club, no dia 20 de outubro. O jogo contra o Oeste, de Itápolis, São Paulo, no último sábado (20), era a última oportunidade de a equipe não cair, mas ainda assim era necessária uma combinação de resultados que beneficiasse o time. Entretanto, o resultado foi uma derrota por 1 a 0, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, que eliminou as chances de permanência do grupo na série C do Campeonato Brasileiro. O Tupi foi rebaixado no ano do centenário.
O Galo Carijó começou mal a temporada 2012, com três derrotas seguidas no Campeonato Mineiro. A equipe era comandada pelo técnico Alexandre Grasseli, que foi demitido com apenas dois jogos. Moacir Júnior assumiu o grupo e, com ele, o Tupi venceu quatro partidas consecutivas, decretando, assim, a reação da equipe. No final do estadual, o clube ficou entre os 4 melhores times do estado, ficando atrás de Atlético Mineiro, Cruzeiro e América, algo que também o sagrou Campeão do Interior.

Treino do Tupi dia 19,em Santa Terezinha. (foto: Maristela Rosa)
Após a disputa do estadual, a previsão era de que o Tupi começaria a jogar a série C no dia 26 de maio, contra o Duque de Caxias. Entretanto, devido a problemas judiciais envolvendo outras equipes, o campeonato foi adiado e só começou, para o Galo Carijó, no dia 30 de junho.
Após o empate em 2 a 2, no dia 21 de julho contra o Caxias do Rio Grande do Sul, em Juiz de Fora, o técnico Moacir Júnior pediu demissão do cargo. Felipe Surian, que era auxiliar técnico, foi interino por seis partidas e teve o melhor aproveitamento da temporada, ao conquistar oito pontos em 18 possíveis. Antonio Carlos Roy, atual treinador da equipe, foi contratado após a derrota por 2 a 1 na partida contra o Duque de Caxias, no dia 1 de setembro.
A campanha, até o momento, é de três vitórias, cinco empates e nove derrotas, num total de 14 pontos conquistados. Exceto na 1ª rodada, em que o time ocupou a 8ª colocação, o clube esteve na zona de rebaixamento e, atualmente, é lanterna do grupo B. O próximo jogo será o último da competição, no sábado (27), às 16 horas, contra a Chapecoense, no Estádio Índio Condá, em Chapecó, Santa Catarina.
Bruno Ribeiro, repórter da Rádio Globo de Juiz de Fora que acompanha o cotidiano do Tupi, analisa a campanha do grupo em 2012.

Ribeiro traça parâmetros a respeito da equipe campeã da série D em 2011 e da equipe na série C em 2012 e enumera alguns problemas que contribuíram no rebaixamento.

O jornalista também destaca as diferenças entre o elenco que compôs o time em 2011 e 2012.

Em 2013, o clube vai buscar fazer um bom campeonato estadual e se reerguer no Campeonato Brasileiro; além disso, o Galo Carijó também disputará a Copa do Brasil. A equipe conseguiu vaga na competição após a divulgação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que haveria 86 participantes. Sendo assim, Minas Gerais terá mais um representante e, com isso, o Tupi, que terminou a fase final do Campeonato Mineiro de 2012 em terceiro lugar (após marcar um ponto na semifinal contra nenhum do Cruzeiro e ficar atrás apenas de Atlético e América) foi confirmado na competição do próximo ano. Mesmo com o rebaixamento, a equipe busca manter o equilíbrio. O técnico Antonio Carlos Roy diz o que deve ser mudado para que a equipe volte a conquistar bons resultados.

  
Tupi: 100 anos de tradição em Juiz de Fora

Um dos clubes mais tradicionais da cidade, o Tupi completou, no dia 26 de maio de 2012, 100 anos de história. Esse aniversário, entretanto, não foi muito comemorado.  A equipe, que conquistou o Campeonato Brasileiro da Série D de 2011 e foi campeã do interior no Campeonato Mineiro de 2012, já está rebaixado na competição nacional e vai, em 2013, disputar novamente a série D.
A história do Galo Carijó começou através de alguns ex-jogadores que desejavam montar um clube, já que estavam insatisfeitos com o Tupynambás, clube rival da cidade, que na época tinha um ano de existência. Dessa forma, nasceu o Tupi Foot Ball Club, fundado dia 26 de maio de 1912 por Antonio Maria Júnior, que contou com o forte apoio de José André Bastos, Eduardo Vivani, João Batista, Othelo Rossi, José Vaccarini e Adhemar de Oliveira.
Sete anos depois, em 1919, foi inaugurada a primeira praça de esportes do Tupi. O primeiro título carijó foi local, conquistado em 1921. Nessa época, houve maiores investimentos, até que começaram as construções do estádio oficial, nomeado Doutor Francisco Salles de Oliveira, em homenagem a um dos mais ilustres torcedores, que idealizou o projeto. A inauguração ocorreu numa partida contra o Vasco da Gama.
O melhor time que o Tupi teve foi em 1966. Nesse ano, a equipe do ex-técnico Geraldo Magela era formada por Waldir; Manoel, Dario Mendes, Murilo e Walter; França e Mauro; João Pires, Toledo, Vicente e Eurico. O grupo venceu os três grandes times da capital mineira (Cruzeiro, Atlético e América) e ficou conhecida como “Fantasma do Mineirão”. Foi daí que o clube ganhou destaque nacional e chegou a fazer um jogo-treino com a seleção brasileira de Garrincha e Pelé. O placar foi um empate em 1 a 1.
Em 2011, o Tupi não iria disputar o Campeonato Brasileiro da série D, mas a desistência do América de Teófilo Otoni deu oportunidade ao clube de participar. Na competição, a equipe conquistou o título mais notável da história, em duas finais contra o Santa Cruz, de Recife. O Galo venceu por 1 a 0, em Juiz de Fora, gol de Ademílson, e 2 a 0 no Estádio do Arruda, em Recife, Pernambuco, gols de Allan e Henrique. O adversário contava com um público de mais de 54 mil pessoas. Sílvio, zagueiro do time, destaca a importância da conquista da série D para o time.



Daniel dos Santos, torcedor e membro de uma torcida organizada do Tupi, esteve no jogo que deu ao clube o título da série D e conta como foi acompanhar esta conquista de perto.


Os títulos de maior destaque da história do clube são: Campeonato Brasileiro da Série D (2011), Taça Minas Gerais (2008), Campeão do Interior de Minas Gerais (2012, 2008, 2003, 1987, 1985 e 1975) e Campeonato Mineiro Módulo II (2001).